Breu

| segunda-feira, 25 de abril de 2011


O breu do sentimento, do medo e da esperança, como o susto da criança, que olha e não vê o pai, mas o vê no sonho doce, no sonho do pensamento, que a ela comove e atrai. Falo do sentimento implícito em toda a esperança, em todo o desejo, toda a ânsia, o breu é aquele medo do que está além, do que vem depois, o desejo incontido e o medo de sua realização. Sonhamos tantas coisas, e do sonho irreal brota o breu. Quero! Mas e se eu não gostar? Se não me sentir feliz? Se não merecer? Não consigo visualizar! Quando não conseguimos ver o que está além de nossos olhos, estamos na plenitude do breu, na sua totalidade, nossos olhos não vêem o que mais queremos ver.


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5 comentários:

{ Du } at: 26 de abril de 2011 09:21 disse...

Eu me vi no teu breu de sentimentos em forma de palavras que surpreendem pela veracidade de tanta escuridão que existe no meu coração. Do tanto querer e o medo de ter. O medo de arriscar e novamente perder. O breu que impacta vontades, impede realidades... Mas o breu então é como um sonho mau? Não podemos deixar acontecer. Não podemos deixar de viver a plenitude do querer, do ser, do ter... Eu não quero este breu. Não quero!

Quero muita luz no meu viver, quero orvalho no amanhecer, quero a lua brilhando noites de oração, quero estrelas durante o dia, no céu do meu coração.

Beijo de união.

{ Isidro } at: 26 de abril de 2011 10:25 disse...

O breu precisa sempre ser ultrapassado, é necessário, é enriquecedor, se o tomarmos como um sonho mau, ou momento ruim e fugirmos dele, nunca conheceremos as maravilhas da luz... Anseio sempre ultrapassar no tempo certo cada breu que habita em mim, para assim, viver na luz... Aos que temem atravessá-lo ao ponto de estagnar-se no meio dele, condenam a si mesmos a ali permanecer...
Vivamos de luz, busquemos a luz...

{ Sandra Cajado } at: 26 de abril de 2011 17:10 disse...

Eu sei bem como é este bendito breu.

Digo bendito, porque é através dos medos e anseios que podemos fazer aquela tão necessária pausa trazendo reflexão e em contrapartida a decisão.

Decisão,escolha na palma da mão junto com frio na barriga causado pelo breu.

Gostei muito daqui.

Um abraço viu!

Agradeço a Du que nos trouxe até aqui.

{ Isidro } at: 26 de abril de 2011 17:19 disse...

Sê pois, bem vinda!

{ Du } at: 26 de abril de 2011 20:57 disse...

Que o vôo se faça completo, de dentro pra fora, e que nos implore amplidão, altitude de emoções infinitas... em mim, em nós! E que a alma se faça obediente, menos carente, mais conivente com a realidade das nossas vidas e das nossa vontades - a de permanecer feliz, haja o que houver, venha o que vier.
Vivamos de luz, busquemos a luz...AMÉM!

 

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